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“Sou gordo, gay, trans e autista. Como faço amigos e volto a namorar?”

Um universitário de 21 anos, gordo, gay, trans e provavelmente autista, conta que não sabe socializar nem paquerar e sente que não é o que ninguém procura: os gays que gostam de trans preferem os magrinhos, os que gostam de gordos não gostam de trans, e assim por diante. Ele tem três amigos de confiança e um rapaz bonito que vive puxando conversa — mas desconfia que seja pena.

Quem responde é outra pessoa trans, gorda e autista, que começa lembrando: você não está sozinho. A comunidade LGBTQIA+ também tem padrões corporais muito restritivos, e a sensação de que a gentileza alheia é pena é comum — mas, na maioria das vezes, as pessoas simplesmente gostam da sua companhia.

Sobre os eventos de valorização de corpos gordos, a recomendação é ir de cabeça: se o espaço valer a pena, ser trans não vai ser problema; se for, é sinal de que aquele lugar não merece você. Esses espaços são ótimos para fazer amigos, já que muita gente ali enfrenta a mesma solidão e o mesmo estigma.

E, se bater a timidez, vale lembrar que ninguém é a única pessoa desconfortável num evento — procurar quem também está meio perdido pode ser o começo de uma amizade.


Leia na íntegra (em inglês, no Scarleteen)