“Machos alfa”, NoFap e outros mitos sobre sexualidade e pornografia
O Scarleteen tem recebido cada vez mais jovens que acreditam que masturbação, pornografia e sexo fazem mal — muitas vezes depois de ver conteúdos no TikTok e no YouTube ou de participar de comunidades como NoFap e r/pornfree. A resposta curta do site é direta: essas coisas, por si só, não fazem mal, não causam infertilidade nem “disfunção sexual” e não são moralmente erradas. Quem afirma o contrário está desinformado, mentindo ou as duas coisas.
Segundo o texto, boa parte dessas ideias vem de desinformação, às vezes intencional, que não só envergonha as pessoas por sua sexualidade como pode alimentar crenças extremistas, misóginas e violentas.
A ideia de que o sexo faz mal é antiga e historicamente foi usada como ferramenta de poder e controle — como dizer às mulheres que o sexo antes do casamento as “estragaria”. A abstinência pode ser uma escolha pessoal legítima, religiosa ou não, mas muitos influenciadores que a pregam buscam fama, dinheiro e controle social, e estão ligados a movimentos conservadores.
Um dos mitos mais repetidos é o de que a masturbação reduz a testosterona. O estudo de 2003 citado para sustentar isso foi retratado, e a abstinência não aumenta a testosterona. Além disso, variações nesse hormônio normalmente não afetam a fertilidade de pessoas com pênis — e mudanças reais costumam indicar algo mais complexo, que merece avaliação médica.
Leia na íntegra (em inglês, no Scarleteen)