Conectar e reconectar consigo mesma depois de uma fase de rupturas
Em um texto poético e intenso, uma autora do Bodysex descreve uma primavera e um verão de grandes mudanças: concluiu dois projetos de vida que levaram sete e dez anos, estudou com uma anciã xamânica, aprendeu o método Wheel of Consent (a “Roda do Consentimento”) e, ao mesmo tempo, foi humilhada publicamente e afastada de uma antiga comunidade, encerrando várias amizades.
Diante da pergunta “quem sou eu agora?”, ela propõe um exercício de “sim, e…” e “não, mas…” para revisar valores, limites e desejos. Aprender a dizer não de um jeito mais firme, por exemplo, a afastou ainda mais do que chama de “sociedade de coração partido”.
Ela leva essa investigação para a ioga e para a masturbação. A segunda, diz, tem sido mais fácil, embora traga à tona a solidão de estar mais solteira do que nunca e o medo de não voltar a ser amada.
Já a ioga em um corpo de quase 50 anos exige reaprender tudo: a hipermobilidade que antes a fazia parecer experiente agora causa instabilidade nas articulações. Reconectar-se, conclui, passa por se render ao luto — difícil, mas não a coisa mais difícil que já fez.
Leia na íntegra (em inglês, no Bodysex)
Imagem: reprodução/Bodysex