Cerimônia da primeira lua: celebrando a primeira menstruação de uma filha
Quando a filha estava prestes a menstruar pela primeira vez, Lakota começou a se preparar: velas, presentes, absorventes, calcinhas menstruais e palavras que gostaria que ela levasse para a vida. A própria menarca de Lakota tinha sido cercada de vergonha — ela e as amigas chamavam a menstruação de “maldição”, e a mãe só descobriu ao encontrar sua calcinha. Ela não queria que a filha herdasse essa história.
Na cerimônia, um grupo de mulheres se envolveu em um longo fio vermelho, cada uma deixando uma bênção. Depois, cada uma levou para casa um pedaço do fio, para que a menina lembrasse que estava “tecida em uma rede de mulheres”. Houve pétalas de flores, um arco de braços pelo qual ela passou deixando para trás o que não queria levar, e uma coroa de flores.
Mas o momento que Lakota mais valoriza veio no jantar, com comidas vermelhas: as mulheres contaram histórias das próprias primeiras menstruações, os perrengues com absorventes internos, as corridas ao banheiro — e riram até chorar.
Para ela, essas histórias mostraram à filha que ser mulher é bagunçado, engraçado, poderoso e humano, e que não há nada no próprio corpo que precise ser dito aos sussurros.
Leia na íntegra (em inglês, no Bodysex)
Imagem: reprodução/Bodysex