“Não sou mais movida pelo desejo sexual”: Carlin Ross sobre o prazer na menopausa
Carlin Ross, parceira de Betty Dodson no Bodysex, conta que raramente se sente excitada hoje em dia: a enxurrada de notícias sobre violência sexual e a negação de direitos à saúde das mulheres a deixam exausta. Na menopausa, também não pode mais contar com o pico hormonal pré-menstrual. Mesmo assim, se estimula até o orgasmo toda semana.
Para ela, aceitar que o prazer agora é uma escolha consciente — e não algo movido pelo desejo espontâneo — foi o primeiro passo para manter o orgasmo com o envelhecimento. O horário nobre é às 11h dos dias úteis. O ritual começa com musculação no porão e sauna nua, sentindo o suor escorrer pelo corpo, e segue no chuveiro com uma massagem vulvar com sabonete: os dedos entre os lábios, no períneo, passando de leve pelo clitóris. Depois, ela hidrata a pele, lubrifica a vulva com óleo e escolhe o dildo do dia — dessa vez, um de vidro curvo — para usar junto com sua inseparável varinha vibratória (wand).
Ela descreve como provoca o próprio corpo: a wand no nível baixo pressionada no períneo, subindo pelos grandes lábios até o monte púbico, círculos em volta do clitóris sem tocá-lo diretamente, e depois a vibração encostada no dildo. O primeiro orgasmo é rápido, de olhos fechados; depois de uma pausa em posição de lótus, vêm as ondas seguintes, “só alegria”, de olhos abertos. Quando o marido já entrou no quarto num desses intervalos, ele apenas a beijou e saiu sorrindo — sem nenhuma vergonha envolvida.
“Levou algumas décadas, mas me amo o suficiente para expressar minha sexualidade nos meus próprios termos”, escreve. Ter ou não um parceiro não importa: “Conectar-me ao meu orgasmo, sozinha, sem precisar de nada nem de ninguém, é a cura”.
Leia na íntegra (em inglês, no Bodysex)
Imagem: reprodução/Bodysex