“As mudanças da testosterona demoraram mais do que eu esperava”: como lidar com a ansiedade da transição
Quando começou a tomar testosterona, o autor, uma pessoa transmasculina não binária, tinha um cronograma na cabeça: no primeiro mês, pele oleosa, acne, mais pelos e libido; aos três meses, redistribuição de gordura, mais músculos e voz mais grave. Um ano e três meses depois, as mudanças pareciam lentíssimas — e ele passou boa parte desse tempo impaciente, achando que a testosterona seria uma “cura imediata”.
Por medo de mudar rápido demais, começou com uma dose baixa. As primeiras mudanças foram justamente as que menos queria: acne e oleosidade. Com o passar dos meses, era difícil saber o que era real e o que era imaginação — e ele continuava sendo tratado no feminino.
Ele lembra que os cronogramas são só estimativas e não levam em conta doses baixas nem a resposta de cada corpo. Preocupado, conversou com o médico, que o tranquilizou e aumentou a dose aos poucos, oferecendo a opção de injeções se necessário.
Enquanto esperava, focou no que podia controlar: renovou o guarda-roupa com peças que o deixam mais confortável e começou aulas de canto, que o ajudaram a entender melhor as mudanças na voz. Hoje, diz que está (quase sempre) aproveitando o caminho.
Leia na íntegra (em inglês, no Scarleteen)