Como aprendi que mulheres competem por homens — e como me curei disso
Aos 14 anos, Laura Bogush se interessou por Fred, um rapaz de 18 que a própria mãe, então com 38, levou para casa. A mãe incentivou a aproximação dos dois — e depois os proibiu de ficar a sós e iniciou ela mesma um relacionamento com ele, que durou todo o ensino médio da filha e acabou com o casamento dos pais. A mãe terminou se casando com Fred.
Daquela traição, Laura tirou uma lição dolorosa: mulheres competem por homens e não se pode confiar nelas. Por anos, foi sempre a amiga, a madrinha, nunca a escolhida; sentia-se “menos” que as outras e se protegia agradando a todos.
Na terapia, já com mais de 30 anos, entendeu que não era defeituosa: a família é que era disfuncional, e o que viveu foi um trauma. Aprendeu a estabelecer limites e passou a ter relações mais equilibradas. Mais tarde, os workshops do Bodysex a ajudaram a curar a vergonha do próprio corpo e a voltar a confiar em mulheres.
No hospital, pouco antes de morrer aos 64 anos, a mãe segurou sua mão e disse: “Você é linda”. Laura conseguiu perdoá-la e hoje entende que ela cresceu numa época em que a beleza era o principal valor de uma mulher — e que a inveja e a competição muitas vezes são construídas nas relações entre mulheres.
Leia na íntegra (em inglês, no Bodysex)
Imagem: reprodução/Bodysex