O presente do “tempo para mim”: masturbação como autocuidado
Naomi Ruth lembra que, na última década, o autocuidado virou prioridade — academia, spa, encontros com amigas —, mas nada se compara, para ela, a dar atenção ao próprio prazer físico. Casada e sexualmente ativa, conta que a masturbação regular a fez valorizar ainda mais todos os outros prazeres da vida e melhorou tanto o casamento quanto as relações com família e amigos.
Ela aproveita qualquer oportunidade: de manhã, à tarde, à noite — e até carrega um vibrador pequeno na bolsa para alguns minutos no carro, num canto vazio do estacionamento, com o vibrador sobre a roupa, antes das compras. O momento mais importante, porém, é a noite: às vezes sozinha, às vezes com o marido assistindo, “de olhos atentos e curiosos”, do começo ao fim.
Ela gosta de começar na banheira e seguir com óleo de amêndoas no que chama de “toque de borboleta”: contornar os lábios, abrir a vulva em V com dois dedos e dar leves batidinhas no corpo do clitóris, como um despertador — o que Betty Dodson chamava de “preaquecer o forno”. Depois vem o vibrador, pressionado de lado sobre a vulva para não estimular demais o clitóris diretamente. Uma dica prática: uma manta impermeável embaixo do quadril, porque “nada mata o potencial de um orgasmo como pensar em roupa para lavar”.
Fantasias também fazem parte, mesmo quando o marido está presente, sem culpa nem vergonha. O tempo até o orgasmo varia de menos de 10 a mais de 30 minutos — e depende muito mais de onde a cabeça está do que do corpo.
Leia na íntegra (em inglês, no Bodysex)
Imagem: reprodução/Bodysex