Como afastar as pontadas de solidão: ferramentas de uma mulher trans no Texas
Uma das imagens favoritas da autora é uma foto de 1987 de Marsha P. Johnson abraçada a um boneco do Snoopy, de roupão amarelo e laços vermelhos no cabelo, com um sorriso enorme — um exemplo de alegria trans apesar de tudo. Para uma mulher trans vivendo em Dallas, no Texas, muitas vezes a única pessoa trans em espaços cis, ter esses lembretes à mão é vital, ainda mais com as notícias e decisões judiciais recentes contra pessoas trans.
Ela descreve como a solidão funciona como um dominó: atravessar uma sala vira cruzar um deserto, cada tarefa parece gigante e ela fica em alerta contra comentários cruéis, investidas indesejadas ou violência.
Suas ferramentas: uma parede coberta de fotos de momentos felizes com amigas trans e espaços queer; fones de ouvido rosa com músicas de artistas trans e lésbicas, que ainda funcionam como um aviso de “não fale comigo”; e espaços sociais queer, onde ouvir outras pessoas descreverem exatamente o que você sente lembra que ninguém está sozinha.
Se esses espaços não existem onde você vive, ela lembra que em Dallas vários grupos para mulheres queer surgiram nos últimos dois anos, criados por pessoas comuns — “pessoas como você, querida leitora”.
Leia na íntegra (em inglês, no Scarleteen)